O projeto publicará jornais editados pelas escolas municipais de Ipu.
A Tecnologia Educacional Primeiras Letras viabiliza a publicação de jornais escolares que veiculam textos, desenhos e outros conteúdos produzidos pelos alunos dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), como resultado de atividades mediadas por seus professores.
Considera-se que a escola é uma grande produtora de textos. Trata-se, portanto, de aprimorar o processo que origina essa produção (e, consequentemente, seus resultados educativos) apoiando-se no fato de que as crianças sentem naturalmente o desejo de “fazer melhor” quando estão se expressando publicamente, escrevendo ou desenhando para o jornal.
O jornal escolar não é uma atividade paralela ou mesmo complementar. Ele está integrado ao Planejamento Político Pedagógico da escola e aos planos de aulas de cada professor.
Cada escola tem seu próprio jornal, que fica sob responsabilidade da Coordenadora Pedagógica. A tiragem é igual ao número de alunos, com exemplares extras para distribuição na comunidade (cada aluno recebe um exemplar para levar para casa).
A produção do jornal é integralmente realizada na escola, incluindo a diagramação manual ou editoração eletrônica.
O jornal é enviado em seguida por internet ou pelo correio ao Comunicação e Cultura, ONG promotora, que o imprime com qualidade off-set e retorna às escolas num prazo máximo de 9 dias úteis, por correio.
A disseminação do Primeiras Letras será realizada em parceria com a Secretaria de Educação, onde o jornal escolar ficará sob responsabilidade da Coordenação Pedagógica, Supervisão de Ensino ou função similar, que receberá capacitação e acompanhamento pelo Comunicação e Cultura.
Organizações envolvidas
O Comunicação e Cultura é uma ONG fundada em 1988 e constituída legalmente em março de 2001. Fomos declarados de Utilidade Pública Municipal (Fortaleza, 1992), Estadual (Ceará, 1995) e Federal (2004). Nosso trabalho foi declarado também de interesse público cultural do Estado do Ceará em 1998. Em 1999 recebemos o Prêmio Itaú Unicef Educação e Participação.
Estamos inscritos no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescentes de Fortaleza, no Fichário Central de Obras Sociais do Ceará, e no Conselho Nacional de Assistência Social.
Temos como parceiros atuais as seguintes instituições: Avina, Ashoka, BNB, BNDES, Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente, Instituto C&A, Oi Futuro, UNICEF.
Atuamos em parceria com 58 Secretarias de educação, sendo duas estaduais (Pernambuco e Ceará), duas de capitais (Fortaleza e Teresina) e 54 secretarias municipais de quatro estados (Ceará, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Bahia).
Atualmente a instituição tem um quadro de 14 colaboradores, contando ainda com 12 estagiários.
Justificativa
Na origem dos jornais escolares Primeiras Letras há conhecimentos de duas áreas diferentes. O primeiro conhecimento (ou conjunto de conhecimentos), de cunho pedagógico, valida desde o século passado a utilidade do jornal escolar nos processos de ensino e de aprendizagem, tanto para a aquisição de competências comunicativas, como para o desenvolvimento integral da criança. Abordagens teóricas mais recentes (educomunicação) reforçam o interesse pelo jornal escolar.
A produção do jornal escolar é uma ação voltada para o domínio da língua oral e escrita, como meio de participação social efetiva. Isso significa compreender a aquisição da língua escrita para além da decodificação, situando-a no âmbito do acesso aos bens culturais produzidos pela humanidade (letramento). Na prática, isso significa criar para os alunos a possibilidade de uma maior participação em atividades sociais mediadas pela escrita. Essa prática, quando realizada a partir de um jornal escolar, reforça os vínculos da instituição com a comunidade, pois ela se torna produtora de informação (os jornais circulam nas famílias).
A experiência de participar no jornal ajuda a vencer um dos maiores desafios de hoje para o sucesso do ensino escolar, que é o do significado da educação escolar, perante a explosão da sociedade de comunicação e a variedade de fontes de informação e conhecimentos. Encontrar esse significado passa por abrir a possibilidade de que o aluno venha a ocupar uma posição de sujeito ativo na relação com o saber, tornando-se autônomo, crítico, consciente dos seus direitos e deveres.
Para que o jornal escolar seja universalizado e tenha caráter permanente o conhecimento pedagógico precisa se juntar com um segundo, que diz respeito ao modo de funcionamento das redes escolares. Com efeito, estas não são uma somatória de salas de aulas; elas constituem uma realidade organizacional e mesmo sociológica específica, um sistema com inércias e resistências, com limitações e problemas que é necessário equacionar para que o jornal – como qualquer outra tecnologia educacional – possa ser universalizado. O Primeiras Letras propõe um série de regras e procedimentos de gestão para que isso possa acontecer.
Assim, o Primeiras Letras encontra-se com os objetivos do Programa Escola Ideal por dois caminhos. O primeiro, é a melhoria da qualidade da educação. O segundo é o da gestão escolar, posto que os procedimentos do Primeiras Letras, partindo de um paradigma de integração, estão direcionados para uma cultura interna de formação continuada, do acompanhamento dos resultados e de avaliação por parte dos gestores. O jornal e os procedimentos que devem ser seguidos durante sua produção, constituem a base de relatórios que permitem acompanhar o trabalho de cada sala, dando elementos (“pistas”) para a supervisão escolar concentrar sua atenção. Dentro de uma visão ampliada de gestão participativa, o jornal propõe ainda que a informação seja um elemento vinculando entre os pais e a instituição.
Ações Centrais do Projeto
·Capacitação da Equipe do Primeiras Letras no município.
·Acompanhamento do trabalho da equipe da Secretaria.
·Impressão e expedição dos jornais
·Informação para a equipe gestora sobre o andamento do Primeiras Letras no municípo
Indicadores de resultados relativos às Metas
Indicadores Quantitativos
Fonte de Informações
Freqüência de coleta de dados
Responsável pela coleta de dados
Participação nas capacitações
Educadores do Comunicação e Cultura
No momento das capacitações
Comunicação e Cultura
Realização das atividades programadas por parte das SMEs
SME
Permanente
SMEs
Publicação dos jornais
Comunicação e Cultura (Sistema de Informações e Estatísticas)
Diária
Comunicação e Cultura
Indicadores Qualitativos
Fonte de Informações
Freqüência de coleta de dados
Responsável pela coleta de dados
Avaliação das capacitações
Participantes das mesmas
No momento das capacitações
Comunicação e Cultura e SMEs
Participação de todas as turmas no jornal
Comunicação e Cultura (Sistema de Informações e Estatísticas)
Diária
Comunicação e Cultura
Indicadores de resultados relativos às Metas
Para poder estabelecer o custo do participação do município, a Secretaria de Educação deve fornecer uma planilha com as escolas cuja participação se deseja, assim como a matrícula dos anos inicias de cada uma dessas escolas.
COMENTÁRIOS:
SEMINÁRIO SOBRE EDUCOMUNICAÇÃO DA ONG COMUNICAÇÃO E CULTURA
Auditório do Centro de Convenções
”O Comunicação e Cultura é uma organização não-governamental fundada em 1988, e constituída legalmente em 1991. Sediada em Fortaleza (Ceará), tem como missão atuar em escolas (principalmente públicas), para promover a formação cidadã de crianças e adolescentes e contribuir para a melhoria da qualidade do ensino.
A instituição é declarada de Utilidade Pública Municipal (Fortaleza), Estadual (Ceará) e Federal." (Site do CC)
Foi uma ENORME satisfação encontrar o AS (Airton Soares) no seminário da ONG ComCultura, na 6ª feira passada. Encontramos com as três representantes da EDUCAÇÃO IPUENSE: Secretária de Educação Danielle Marinho, Prof(a) Karine Aragão, representando a AFAI - IPU e ativista da educação no IPU e a servidora pública JANE, representante da Sec. Natália Viana - Sec. Comunicação; Ou seja, tivemos 5 representantes do IPU, sendo 2 da AFAI/AILCA e 3 da PMI.
Danielle Marinho, Airton Soares, Augusto Pontes, Andrea e Karine Aragão
O Encontro foi um grande sucesso de participação e conteúdo. O auditório do Centro de Convenções - ( ) de 1.000 pessoas - estava LOTADO. Tinha professores e secretários(as) de educação de vários municípios do Ceará, Piaui e Rio Grande do Norte; Vários representantes de órgãos parceiros da educação do setor privado - Inst. C&A, Avine, etc.
Sobre o conteúdo - posso falar sobre a parte da manhã - destaco a colocação do JORNAL ESCOLAR feito nas escolas públicas pelos alunos, como um EXCELENTE instrumento de formação da função social da ESCRITA e DESENVOLVIMENTO do senso de pertencimento das nossas crianças ao meio em que se encontram. Trata-se de um projeto MADURO, testado e muito bem vindo às escolas ipuenses.
A AFAI ESTÁ ENCAMINHANDO FORMALMENTE UMA PROPOSTA DE RECOMENDAÇÃO DO PROJETO À PREFEITURA MUNICIPAL DE IPU PARA IMPLANTAÇÃO IMEDIATA EM 4 ESCOLAS DO MUNICÍPIO - sugestão da coordenadora do projeto. A partir dos resultados, futuramente, o município pode estender às demais escolas;
O JORNAL ESCOLAR é uma excelente ferramenta para a AFAI e AILCA promoverem concursos culturais com os alunos ipuenses sobre MEIO AMBIENTE, VIOLÊNCIA, FAMÍLIA e tantos outros assuntos pertinentes à realidade cotidiana do IPU;
A Idéia é realizar um GRANDE EVENTO para lançamento do Projeto JORNAL ESCOLAR no IPU, com a presença confirmada do amigo Daniel Raviollo, Presidente da ONG Comunicação e Cultura. O trabalho de sensibilização de todos os participantes do projeto é FUNDAMENTAL, por isso estaremos encaminhando a proposta de uma PALESTRA ESPETÁCULO do Palestrante e Ator Airton Soares para o evento de lançamento do projeto!